quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Transgênicos


Transgênicos são organismos que são geneticamente modificados. A geração de transgênicos visa organismos com características novas ou melhoradas relativamente ao organismo original. Por exemplo, podem ser combinados os DNAs de organismos que não se cruzariam por métodos naturais.

Atualmente existe um debate bastante intenso relacionado à inclusão de alimentos geneticamente modificados no mercado. Alguns mercados mundiais, como o Japão, rejeitam fortemente a entrada de alimentos com estes atributos, enquanto que outros, como os norte e sul-americanos e o asiático têm aceito estas variedades agronômicas, pois ainda não se conhecem todos os efeitos do consumo desses alimentos sobre a população ou sobre animais que os consomem (como gado ou aves).

Essas entidades (Greenpeace, por exemplo) estão sempre promovendo manifestações e protestos contra os alimentos transgênicos. Essas manifestações ocorrem principalmente na Europa, onde existe um medo crescente em relação a problemas alimentares, justificado por recentes epidemias como a da vaca louca, por exemplo.
Quanto aos animais transgênicos a polêmica é menor. As grandes entidades não atacam tanto a produção de animais por reconhecerem sua capacidade de ajudar no desenvolvimento da medicina.

Os principais protestos contra animais transgênicos ainda vêm de entidades ligadas a grupos religiosos, que acusam os cientistas de "brincarem de Deus". Esses protestos são isolados e não representam, pelo menos por enquanto, uma ameaça à produção de animais transgênicos.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Arara Azul - Animal vertebrado


Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
Gênero: Cyanopsitta
Espécie: Cyanopsitta spixii

A ararinha Cyanopsitta spixii, ou ararinha azul, é uma ave endêmica da caatinga, ocorrendo do extremo norte da Bahia ao sul do Rio São Francisco, na região de Juazeiro. Ela possui coloração de tonalidade azul, e presença de uma faixa cinza que se estende da região superior de seu negro e curto bico até os olhos - destacando a cor amarela da íris.  Não há dimorfismo sexual nítido, ou seja: fêmeas e machos são semelhantes.

Sementes de buriti, pinhão e frutos em geral fazem parte de sua dieta. indivíduos de cativeiro também se alimentam de ração comercial para psitacídeos e suplementação mineral e polivitamínica.

Em razão de sua exuberância, se tornou alvo frequente do tráfico internacional de animais. Este fator, aliado também à invasão de seus ninhos por abelhas africanas, matando fêmeas e filhotes, e, principalmente, à perda de hábitats; permitiu que esta espécie  provavelmente se encontre, na atualidade, extinta da natureza. Isso porque o último exemplar em liberdade foi visto pela última vez em 2002, quando desapareceu sem deixar rastros. Como existem possíveis hábitats para a ocorrência dessa espécie, a IUCN considera essa espécie, até segunda ordem, como criticamente ameaçada.

Esse indivíduo em questão, um macho de aproximadamente vinte anos de idade, era vigiado por cientistas e voluntários na cidade de Curaçá - BA. Durante oito anos, teve uma fêmea de maracanã como parceira sem, no entanto, dar origem a ovos viáveis. Mais tarde, tentativas de aproximação entre ele e uma fêmea de cativeiro de sua espécie foram em vão, já que são monogâmicos, e este já considerava a outra como sua parceira.

Assim, a arara spixii só pode é vista em cativeiros, sendo sua reprodução nestes locais um evento bastante raro. Quando ocorre, fêmeas colocam aproximadamente três ovos para cada ninhada, depositando-os em ninhos de madeira, e não em ocos de árvores, como a caribeira (Tabebuia caraiba), tal como seus exemplares em liberdade faziam.

Morcegos e Primata


Os morcegos, também chamados andirásguandiras e orelhudos, são os únicos mamíferos capazes de voar, tendo seus membros anteriores (mãos e braços) transformados em asas, as quais são diferentes das asas das aves e das dos extintospterossauros. Pertencem à ordem Chiroptera.


Os morcegos são os únicos mamíferos capazes de voar. Tais animais, encontrados em diversos ambientes, em todo o mundo, possuem outras peculiaridades, como o hábito de permanecerem de cabeça para baixo, quando em repouso; e a capacidade de localizarem suas presas e locais específicos em virtude de um sistema denominado ecolocação, que funciona tal como um sonar.


Os primatas são os mamíferos que compõe a ordem Primates, onde estão incluídos os micos, macacos, gorilas, chimpanzés,orangotangos, lêmures, os babuínos, os seres humanos e outros hominídeos. O polegar, ou dedo opositor, também é uma característica mas não é exclusiva dos primatas (os gambás também têm polegares). Alguns macacos têm os polegares apenas nos seus pés e não nas mãos. O ramo da mamalogia que estuda os primatas é a primatologia.

A ordem dos primatas é informalmente dividida em três grupos principais: os prossímios, platirrinos (os macacos do novo mundo) e oscatarrinos (macacos do velho mundo), grupo no qual o ser humano se inclui. Os prossímios se caracterizam por seus proeminentesfocinhos e longas caudas e, nas espécies mais primitivas, por uma tendência à disposição lateral dos olhos. Neles se incluem os Lemuriformes, Chiromyiformes, Lorisiformes e Tarsiiformes. Os platirrinos possuem narinas distantes entre si e voltadas para os lados. Os catarrinos se caracterizam por ter o focinho mais ou menos reto e narinas dirigidas para a frente.

Animal Transgênico


Tubarão e Baiacu


Tubarão é o nome dado vulgarmente aos peixes de esqueleto cartilaginoso e um corpo hidrodinâmico (com exceção dos SquatiniformesHexanchiformes e Orectolobiformes) pertencente à superordem Selachimorpha. Os primeiros tubarões conhecidos viveram há aproximadamente 400 milhões de anos.

O Tubarão é um animal vertebrados, aquático poiquilotérmico, que possuem o corpo fusiforme, os membros transformados em nadadeiras sustentadas por raios ósseos ou cartilaginosos, as guelras ou brânquias com que respiram o oxigênio dissolvido na água (embora os dipnoicos usem pulmões) e, na sua maior parte, o corpo coberto de escamas.

Baiacu (ainda que este termo se aplique mais ao género zoológico Takifugu) é a designação comum a diversos peixes da ordem dos tetraodontiformes, comuns na fauna fluvial da América do Sul e, mais especificamente, do Brasil. O termo é utilizado, na linguagem corrente, para designar, espeficamente, as espécies desta ordem que têm a propriedade de inchar o corpo quando se sentem ameaçadas por um predador ou outro fator.

domingo, 4 de novembro de 2012

Serpentes peçonhenta e serpertes não perçonheta

Serpentes são animais vertebrados que pertencem ao grupo dos répteis. Seu corpo é coberto de escamas, o que confere um aspecto às vezes brilhante, às vezes opaco, ou ainda uma aspereza quando tocadas. As serpentes como outros répteis não conseguem controlar a temperatura de seu corpo, por isso são chamados de animais ectotérmicos ou, mais popularmente, animais de sangue frio. Isso implica que ao tato elas pareçam frias, pois sua temperatura é muito próxima à do ambiente em que elas se encontram.



São chamadas de cobras não-peçonhentas as cobras que não possuem os chamados dentes inoculadores de veneno, ou seja, ainda que possuam o veneno, não têm a presa necessária para injetar esse veneno em suas vitimas.

- Cores vivas.
- Olhos com pupila redonda.
- Escamas lisas e brilhantes.
- Não possuem fosseta loreal.
- Ressecar o veneno para ele ficar concentrado.
- Diluí-lo em pouca água e injetá-lo em um cavalo.



As principais características dessas serpentes não peçonhentas são:
Jibóias – são carnívoras, alimentam-se de aves e roedores de pequeno e médio porte e lagartos. Tem hábitos noturnos. Podem atingir 4 m.
Muçuranas – são ofiófagas, ou seja, se alimentam de outras cobras, inclusive as peçonhentas. Mede até 2,40 m.
Sucuris – Alimentam-se de veados, peixes, capivaras, tartarugas, jacarés e até de bezerros. Em raros casos, homens. Atingem no máximo 10 m.
Caninanas – Alimentam-se de pequenos pássaros, pintinhos e camundongos. É agressiva, apesar de não venenosa.
Corais falsas – têm hábitos noturnos e subterrâneos. Alimentam-se de filhotes de pássaros, insetos (especialmente gafanhotos) e de pequenos roedores.
Algumas espécies, como jibóias e sucuris matam suas vitimas por asfixia, ao se enrolar ao redor do corpo da presa. Matam por constrição, e engolem a presa inteira sem mastigação. Todo o processo de digestão acontece no estômago.

Acidentes com cobras não-peçonhentas podem acontecer, porém, uma mordida dessas espécies causaria no máximo uma inflamação local com muito prurido.o peçonhentas são:
- Cabeça redonda.

Cobras peçonhentas são as cobras que podem, com uma picada, injetar uma toxina no corpo da sua vítima. O efeito do veneno varia de acordo com sua composição, sendo que, cada cobra tem um tipo diferente veneno. Geralmente o veneno fica em uma glândula acima da cabeça. As cobras peçonhentas têm dentes especiais que são ligados a esta glândula. Quando a cobra vai atacar, flexiona seus músculos e o veneno vai para a ponta dos dentes. Quando a cobra morde, o veneno entra em contato com a corrente sangüínea de sua vítima.


A seguir algumas espécies de cobras peçonhentas, e suas características:
Jararaca: este grupo é encontrado em todo país, mas é comum principalmente no cerrado. Os efeitos do veneno são: inchaço, hemorragia e destruição dos músculos no local da picada.
Surucucu: vivem na mata atlântica e Amazônia. Os efeitos do veneno são semelhantes aos da jararaca.
Cascavel: só não é encontrada nas grandes florestas. Os efeitos do veneno são: visão dupla e paralisia muscular, o que impede os movimentos da vítima.
Coral: o veneno dessa cobra mata por asfixia, pois bloqueia os movimentos do diafragma, órgão que permite a entrada de ar nos pulmões.

O tratamento de uma picada de cobra peçonhenta é feito com soro antiofídico, que é produzido a partir do próprio veneno da cobra. Esse soro tem vários passos para que seja produzido:
- Extrair o veneno da cobra, pressionando a glândula de veneno.

Diferença de Rã e Lagarto


  é encontrada por todo o mundo, menos na região polar e dos desertos mais áridos. Em regiões tropicais encontram-se as mais variadas espécies. Vivem alternadamente em terra e na água, por isso preferem áreas úmidas, preferencialmente próximas a lagos, banhados, riachos, etc. A maior parte das espécies de rãs, diferente de sapos e pererecas, tem hábitos predominantemente aquáticos.






A pele das rãs é macia e lisa, diferente da pele dos sapos, que é seca e parece áspera. As rãs respiram principalmente pela pele, embora depois de adultas contem também com pulmões. Seus olhos possuem membrana nictante (terceira pálpebra) e são saltados, o que possibilita que vejam em quase todas as direções. Devido à largura de suas patas traseiras, são excelentes saltadoras, assim como são excelentes nadadoras. A língua das rãs é pegajosa, o que facilita o anfíbio na captura de suas presas.

Geralmente, as rãs são carnívoras, alimentando-se dos mais variados insetos, de vermes, caramujos, lesmas e de pequenos animais. Seus principais predadores são aves, cobras e peixes carnívoros, sobretudo na fase larval. Somente algumas espécies de rãs possuem glândulas paratóides produtoras de veneno, como mecanismo de proteção. A carne de rã é muito apreciada pelo homem, no entanto, geralmente é proveniente de criação de rãs (ranicultura).

As rãs emitem sons variados, seja para demarcar seu território, seja para atrair as fêmeas. Rãs são ovíparas, ou seja, nascem de ovos. Na época da reprodução, machos e fêmeas encontram-se para o acasalamento, que dura aproximadamente 24 horas. Já na água, a fêmea põe entre 2000 e 3000 ovos. Em seguida, os ovos são cobertos pelo esperma do macho e por uma massa gelatinosa e/ou espumosa que protege os ovos. Dos ovos nascem os girinos, que permanecem na água, pois não tem patas e possuem cauda. Na fase larval a respiração ocorre por guelras, como os peixes. Os girinos tornam-se rãs quando, além de desenvolverem as patas e “perderem” a cauda, passam a ter respiração cutânea e pulmonar. Ou seja, as rãs passam por uma metamorfose completa: fase de ovo, larval e adulta. Essa transformação dura, em média, 11 semanas.

Os lagartos constituem uma vasta sub-ordem de répteisescamados. Se diferenciam das serpentes (parentes próximos) devido à presença de quatro patas, pálpebras nos olhos, e ouvidos externos. Apesar disso muitas espécies de lagartos, como os licranços perderam suas patas durante a evolução, se tornando externamente semelhantes às serpentes. Semelhantemente também existem lagartos sem pálpebras ou sem ouvidos.


Com mais de 5 000 espécies conhecidas atualmente, os lagartos ocorrem em todos os continentes, exceto na Antártida e existem em diversos tamanhos, desde alguns centímetros, como alguns geckos, até 3 metros, como o dragão-de-komodo. São geralmentecarnívoros, alimentando-se de insetos ou pequenos mamíferos, mas também há lagartos omnívoros ou herbívoros, como as iguanas. O monstro-de-gila, nativo do sul dos EUA, e o lagarto-de-contas, do México e América Central, são as únicas espécies que se sabe serem venenosas. Alguns tipos de lagarto são capazes de regenerar partes do seu corpo, mais usualmente a cauda, mas em alguns casos mesmo patas perdidas. Enquanto a maioria das espécies põe ovos, outras são vivíperas ou ovovivíperas.

Em 2007 foram reconhecidas duas novas espécies de lagartos endémicas no Brasil, têm o nome científico de Stenocercus squarrosus e Stenocercus quinarius.